sábado, 20 de junho de 2026

Narrativas autobiográficas e formação de professores: quando a experiência se torna conhecimento

  

 Thelma Panerai Alves 

Todo professor já ouviu frases como: “Na minha época não era assim”, “Quando eu era aluno…” ou “Lembro da professora que mudou a minha vida”. Curiosamente, antes mesmo de abrir um livro de didática ou participar de uma formação continuada, muitos professores já carregam um repertório considerável sobre educação. A formação docente, portanto, não começa no primeiro dia da universidade. Ela começa muito antes: na carteira da escola, nas conversas de corredor, nas lembranças de uma professora inspiradora, de um professor temido ou daquela apresentação em grupo que ninguém queria fazer.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Quando a Escola Vai ao Cinema: Potência Pedagógica da Linguagem Audiovisual

        

Thelma Panerai Alves 

 

A presença do cinema na escola ultrapassa a ideia de utilizá-lo como recurso complementar para ilustrar conteúdos curriculares. Pesquisadores do campo da educação, da comunicação e da cultura visual têm defendido que o cinema é uma das mais ricas expressões da linguagem audiovisual, capaz de produzir experiências estéticas, afetivas, cognitivas e éticas que contribuem para a formação dos sujeitos. Entre suas diversas expressões, o cinema ocupa lugar de destaque por sua capacidade de articular imagem, som, narrativa, memória e emoção em processos significativos de formação humana. Neste sentido, quando a escola vai ao cinema, ou quando o cinema entra na escola, abre-se a possibilidade de ampliar e potencializar os modos de ensinar, aprender, sentir e compreender o mundo.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Autobiografias e Educação: quando a experiência vira conhecimento

    

Thelma Panerai Alves 

 

Todos nós carregamos histórias. Algumas são contadas repetidamente em rodas de conversa, encontros familiares ou entre amigos. Outras permanecem guardadas em fotografias, cartas, diários ou simplesmente na memória. Durante muito tempo, porém, essas histórias pessoais foram consideradas pouco relevantes para a produção do conhecimento científico. Afinal, acreditava-se que a ciência deveria buscar distância, neutralidade e objetividade.

Nas últimas décadas, esse entendimento começou a mudar. Pesquisadores de diferentes áreas passaram a reconhecer que a experiência humana também produz saberes e que as narrativas de vida podem revelar aspectos importantes da formação, da aprendizagem e da construção das identidades. Nesse contexto, as autobiografias conquistaram espaço significativo na educação.

Mas o que acontece quando uma pessoa narra a própria trajetória?

Educação e tecnologias: possibilidades para a pesquisa

  

 Ana Beatriz Gomes Carvalho

 

Nas últimas décadas, a pesquisa em Educação e Tecnologias passou por uma transformação significativa. Se, no início dos anos 2010, grande parte das investigações estava voltada para questões de acesso, inclusão digital e incorporação de computadores nas escolas, hoje o foco se desloca para fenômenos muito mais complexos, que envolvem elementos da cultura digital, inteligência artificial, narrativas transmídia, redes sociais, jogos digitais, cultura maker e novas formas de produção e circulação do conhecimento. Essa mudança acompanha as transformações da própria sociedade. As tecnologias deixaram de ser percebidas apenas como ferramentas de apoio ao ensino para serem compreendidas como elementos que participam da construção das experiências culturais, sociais e educativas contemporâneas. Nesse contexto, as pesquisas passaram a investigar não apenas o que as pessoas fazem com as tecnologias, mas também como elas produzem sentidos, estabelecem relações, constroem identidades e aprendem em ambientes cada vez mais conectados.